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Plantei, reguei, está secando ... e agora?

Plantei uma semente chamada amizade.
Adubei todos os dias do melhor jeito que podia.
Vi uma árvore crescer e pequenas flores surgirem
Acreditei na simbiose, como fator de desenvolvimento
Você dá os nutrientes e recebe outros
Um dia, vistosa, já era percebida pelos outros
Frutos apetitosos encheram nossos galhos
Mas os nutrientes que nos encantavam mudaram de brilho
Alguns dias, te enviava demais e recebia menos
Esse desequilíbrio, mexeu na genética
E o sabor daqueles frutos começaram a ficar aguados
A árvore continua de pé, os galhos mais secos
E essas folhas que caem, serão o adubo do aprendizado?
Ou será que enterram nossas conquistas?



Claus Jensen | Blumenau/SC | 07/03/11 - 12h50

Círculos branco e preto


Mesas redondas, agregadoras;
uma é branca plástica e a outra é negra de vidro.
Sobre suas superfícies, alimentos, talheres e copos.
Corpos, sons e energia as circundam como elétrons.
A brasa rubra, outrora árvore, queima e tempera a carne,
caçada a pouco em uma prateleira de supermercado.
O nível dos copos de líquido amarelado fermentado, oscila de máximo à mínimo.
É o combustível para risos e as histórias da semana.
Estou em meu clã urbano,
a aldeia de irmãos não sangüíneos, mas de alma.
E nessa festa de um encontro dominical,
tem os xamãs, que usam seus dons mágicos
para transformar carne e sal em iguaria,
batatas, verduras, farinha e pães no pecado da gula.
Crianças, jovens e adultos fecham esse círculo de vida,
que é alvo na pureza da amizade revivida,
e negra, cor do universo, onde nossos planetas se re-encontram.
Somando em preto no branco, nossas belas diferenças.



Blumenau/SC, 16/4/10 - 13h13