# Página poética do Claus #
Entre os estrondos dos nossos gritos feito trovões
Das palavras pesadas como gotas de uma chuva forte
Dos raios de acusações passadas, que se iluminam nesses segundos
Discussões são como tempestades
E que nosso barco nunca naufrague
com nossos tesouros vividos dentro
Ou então nos leve à um novo horizonte.
Claus Jensen | Blumenau/SC | 11h46
Ei que pegadas são essas?
Você tirou o sapato e os chinelos
Passou e marcou uns passos
Me atravessou e se deixou
Com marcas de seus pés.
Guardo a fôrma que lhe tirei
No desconforto de meu espírito
Ainda preciso daquele passeio
Onde ao final do caminho
Tudo terminava em Roma (ntico)
Claus Jensen | Blumenau/SC | 02/01/10-13h50
Fiz nosso projeto de vidaClaus Jensen / Blumenau-SC / 15h06
para que o fundamento concreto
pudesse ser edificado preparado para os abalos
sísmicos ou sistemáticos.
Incluí janelas em nossas mentes,
portas em nossas diferenças
e detetização para aqueles pequenos cupins diários
jamais roerem invisivelmente aquilo que admiramos um no outro.
Atrás, pensei em uma horta para nos alimentar
com a essência orgânica de nossos sonhos,
regados a cada dia com um amor que não sabíamos poder existir.
No jardim em frente, flores de diversas cores,
que representarão as tantas alegrias de formas diferentes.
Um gramado verdejante, para sustentar pequenos pés
que correrão atrás de bolas, com seus gritos alegres.
Pronto! Agora só falta assinar.
Escreverei Claus
e você completará com seu nome.
Espero esse dia que já está vindo pela primeira vez.
Não é feriado, mas é para comemorar
a noite que irá entrelaçar
com uma agulha que costurou
dois sentidos de vida
Deu lógica àquilo que era apenas um sonho.
É a primeira vez de todas as próximas.
Será tua têz morena?
E são da cor de safiras o que brilha em tua córneas
onde lábios e a moldura negra capilar
completam esse retrato poético?
Haverá a mão que se cruzará sobre a tua
convidando à participar desse momento raro e esperado.
As palavras serão atrevidas, só por existirem.
Porque o que precisamos conversar se expressa em ações.
Faremos uma grande conferência dos sentidos,
um encontro de todos extremos,
dos lábios com seus beijos calados
das mãos exploratórias navegando sobre as ondas de teu corpo.
Abriremos as portas do nosso destino
para o primeiro passo na vida de um e do outro,
para depois fechá-las com um placa pintada no lado de fora:
NOSSO LAR PARA SEMPRE.
Blumenau/SC - 23h26
O que não é crack, mas faz crack dentro de mim?
É o som de cada novo espaço que ocupas,
inflando minha alma agora feliz.
Se ouço uma música, inevitavelmente sintoniza algo ligado a ti
Se leio um livro, lá está você, me acenando nas entrelinhas não escritas
Se olho tv, o casal romântico tem a nossa cara.
Acho que andei tomando um chá alucinógeno com teu nome.
O pior, é que descobri que o antídoto é sentir tua mão
te beijar, abraçá-la como alguém sendo tragado por um furacão.
Daí esqueço de tudo, porque você está comigo.
Minha única lógica é perdê-la em teu corpo.
Claus Jensen - Blumenau/SC - 18h35
Difícil se concentrar.
Só vejo teu rosto, só ouço tua voz, só lembro de teu jeito
Em um infinito carrossel de querer mais.
Amar é uma doença?
Porque dá friozinho na barriga?
Porque ficamos falando as mesmas coisas?
Porque as mãos suam?
Porque dá ansiedade?
E mesmo assim, sonhamos em ser contaminados por ela.
Quando acontece, é viral, que nem gripe A.
Amar é te contaminar com todas essas sensações.
Receber de volta, aquilo que nos faz feliz.
Que por um triz, não perdi.
Claus Jensen | Blumenau/SC | 18h07
Que horas são?
No seu relógio é um tempo
No meu, outro.
Para mim, pode estar próximo
Para você, já passou.
A vida é uma contagem de tempos
Um acúmulo de pontuais, adiantados e atrasados
Mesmo assim, nunca dá tempo de nada.
O que ele não tira da gente
É esse estar bobo de contente
Quando o coração está certo do que sente
Sim, são minutos que se esmigalham em segundos
Mas a vida contou naquilo que aconteceu.
Não olhei o relógio, olhei seus olhos
Não ouvi o ponteiro avançando, apenas nossa conversa
No meu pulso, a palma de sua mão, me puxando
O seu sorriso maroto me faz sentir um garoto
E tudo que começa, já vai tão depressa
Não há tempo que meça
Tuas, minhas, nossas novas horas.
Claus Jensen | Blumenau/SC | 23h05
Quando sair, apague a luz e tranque a porta do tempo.
Deixo lá, guardados com carinho, tudo que foi:
Mágoas, tristezas, remorsos, alegrias e saudades.
Do que me deixou prá baixo mas que me ensinou a subir
Do que me deixou lá encima e sei que não posso ter de novo.
Na casa dessa vida, há muitos quartos
Cada um com sua própria decoração.
Quadros e retratos de tantos e tantos lugares, festas e rostos sorridentes.
Já nas gavetas, de preferência em poucas,
Caixas de lágrimas, potes de mágoas e envelopes de desilusões.
Sei que existem, mas também lembrá-las, não melhorarão o sabor de viver.
Já os bons momentos darão gostinho de quero mais.
Meus planos incluem uma ampliação de espaço
Mais quartos, mais quadros, menos gavetas.
Você é minha convidada para a sala de ESTAR e FICAR.
Claus Jensen | Blumenau/SC